[DIY] ☆ Princess of Night

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[DIY] ☆ Princess of Night

Mensagem por Freya Stormborn em Dom Nov 12, 2017 9:37 pm


Postagem Inicial
Filha de Hécate Sacerdotisa de Nyx Cannon

Tópico destinado a postagens das DIYs de Freya Stormborn. Favor manter a postagem aqui limitada aos avaliadores e a própria personagem, para que o tópico fique devidamente organizado.

Indice
00 - DIY Solo. Sex and Lust.
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Freya Stormborn

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Re: [DIY] ☆ Princess of Night

Mensagem por Freya Stormborn em Qua Fev 07, 2018 5:58 pm

Sex and Lust.
Poder Especial | Postagem +18 | Contem gifs de sexo
A seda e o cetim das roupas de cama cobriam parcialmente minha nudez. Contra a metade esquerda de meu rosto, sentia o calor da pele de alguém e uma respiração tranquila abaixo de mim. Estava sonolenta e confusa, sem me recordar onde estava ou como cheguei aquele quarto que definitivamente não era no Acampamento. Erguendo parte do trono, senti as roupas de cama deslizando por minha pele e revelando os seios fartos nus. Astaroth estava adormecido ao meu lado e as lembranças da noite anterior retornavam a minha mente, fazendo-me dar um sorriso tocado pela malicia. Havíamos saído do Acampamento há alguns dias para cumprir uma missão em nome de Nyx e, após irmos entregar o talismã que a divindade havia solicitado que recuperássemos pessoalmente a deusa, fomos para um hotel em Manhattan para ficarmos um pouco a sós e longe do Acampamento Meio-Sangue e tudo que vinha junto com ele. O que queria dizer? Bem, vamos lá... Havia uma série de fatores que certamente significavam que aquele lugar estava quase infernal para nós, porém citarei apenas três.

Problema numero um: Nós definitivamente tínhamos um apetite sexual muito intenso e nos satisfazer realmente no Acampamento era improvável. Claro que sempre que podíamos nos trancávamos em meu laboratório e apenas saiamos várias horas depois. E nossa árvore na floresta também era um lugar gastante agradável para fazermos sexo. No entanto, eu queria experimentar coisas que no Camp seriam impossíveis, como sexo no chuveiro, em um beco deserto ou coisas tão exóticas quanto. Quando eu sugeri ficarmos um pouco mais fora para podermos fazer coisas assim, Astaroth havia concordado muito prontamente, caso queira saber.

Problema numero dois: Meus ex-amantes estavam bastante incomodados com a facilidade em que larguei todos eles e comecei a ficar só com o Cavaleiro. Que ele e Hinata se pegavam não era exatamente um segredo, mas quando ele largou a filha de Hefesto e começou um relacionamento monogâmico comigo - o que eu e ele havíamos dito mais de uma vez aos nossos antigos parceiros que não queríamos com ninguém -, foi uma onda de choque e indignação em todos os outros "envolvidos". Por mais de uma vez, eles acabaram indo parar na Enfermaria porque ousaram encostar em mim ou porque desafiaram Astaroth para um duelo e isso pareceu bastante, ao menos para mim, quase como uma disputa pelo direito de comer minha buceta. Se meus antigos amigos coloridos soubessem que até minha bunda ele tinha comido, definitivamente eles surtariam e não teríamos mais paz dentro do Acampamento.

Problema numero três: Hinata ainda não aceitava bem ter sido trocada por mim e continuava perseguindo e dando em cima dele, querendo voltar a ser a garota dele. Astaroth havia deixado claro a ela, mais de uma vez, que não queria mais nada com ela além de, no máximo, uma amizade sem sexo, algo que a filha de Hefesto simplesmente não aceitava. "Você mal conheceu ela e já está me trocando por alguém que vai te trocar ainda mais rápido do que troca de roupas!", a semideusa proferia insistentemente. Mas o legado de Belona sabia que eu jamais faria aquilo. Eu nunca iria abandonar ele, nunca o trocaria. Enquanto ele me quisesse ao lado dele, eu permaneceria como sua amante, amiga e aliada mesmo se tal decisão me fosse prejudicial, pois, desde que nossos olhares se cruzaram ao que parecia ser uma infinidade de semanas atrás, algo dentro de mim mudara de modo irreversível e definitiva. Meu parceiro era a única coisa que existia, a única coisa que eu queria e a única que precisava.

Com um sorriso malicioso, me enfiei embaixo das cobertas e comecei a masturbar o rapaz, lambendo sua glande até deixar ele completamente duro. O cansaço da noite anterior, porém, ainda cobrara seus efeitos e ele estava adormecido na cama. Ficando de costas e por cima, segurei o mastro e sentei sobre o membro do rapaz, apoiando minhas mãos em seus joelhos e empinando bem a bunda antes de começar a me mover. Primeiro devagar e aumentando gradativamente os movimentos, rebolava e cavalgava no membro viril de meu amado. Quando ele despertasse, teria a visão de minha bunda, que ele tanto gostava, virada para ele e empinada enquanto ele metia em minha buceta gulosa e desesperada por ser dele. Após nossa primeira noite juntos, na Floresta do Acampamento, havíamos entendido que gostávamos de fazer sexo um com o outro. Mas devo admitir que havíamos ficado nos sentindo horríveis depois daquilo. Claro que foi maravilhoso ser a mulher dele por toda a noite, vendo que alguém tinha os mesmos desejos que eu. Mas minha consciência havia ficado mal depois, porque eu sabia que ele tinha uma especie de namorada que visivelmente era apaixonada por ele e eu passei a noite toda fazendo sexo selvagem com ele. Pensar que ambos havíamos adorado a noite de sexo selvagem e brutal piorava as coisas. A cada vez que ele chamava meu nome durante o orgasmo, eu me sentia tão desejada que tudo o que desejava era continuar a me entregar aqueles prazeres. E a cada orgasmo que eu tinha notei que nunca havia tido aquilo com nenhum dos meus outros parceiros.

O rapaz acordou de repente, com o pau pulsando dentro de mim e eu gemendo de prazer. Estava molhada e apertava-o dentro de mim, dançando em seu mastro. Senti as mãos do rapaz deslizando por minha cintura e quadril, acariciando meu corpo com paixão, antes de dar um tapa forte em minha bunda. Com um gemido que combinava dor e prazer, olhei para ele por cima do ombro e um sorriso cheio de malicia dançou em meus lábios quando os primeiros jatos de sua semente foram lançados dentro de mim. Virei-me em cima de meu amado e me inclinei sobre ele, beijando-o na boca com paixão enquanto ele movia o quadril para continuar a me foder. A natureza dominante dele, no entanto falou mais alvo e ele inverteu as posições de modo a ficar por cima de mim. Segurando minha cintura com ambas as mãos, o semideus começou a meter mais forte e mais rápido em mim. Envolvi a cintura dele com as pernas, erguendo um pouco o quadril para que ele fosse tão fundo quanto possível. Meus lábios encontraram o caminho para o ouvido dele, permitindo que eu gemesse longa e demoradamente em seu ouvido. O semideus se arrepiou, puxando minha cintura com o braço esquerdo e arranhou minhas costas, chupando meu pescoço e marcando a pele clara.

Bom dia, meu amor. — Falei com a voz rouca. O pau dele deslizava em mim e, sem que eu pudesse aguentar mais, gozei para ele gritando o nome do semideus. Minhas costas se arquearam quase no mesmo momento, fazendo os ombros finos serem pressionados contra a cama e projetando a barriga para cima. O rapaz sorriu e mordi o ombro dele enquanto arranhava as costas dele.

Bom dia, minha vida. — A voz dele estava tão rouca quanto a minha. Ficando de joelhos, o semideus admirou meu corpo nu. As marcas do nosso prazer durante a noite eram visíveis como alguns hematomas em minha pele, mas era difícil decidir só pela expressão se aquilo o deixava arrependido pela violência ou se o excitava mais. Eu preferia supor que era a mistura dos dois, porém com a excitação por ver meu corpo naquele estado superando o arrependimento.

Astaroth parou os movimentos de penetração e começou a acariciar meu corpo nu. Primeiro ele apertou e massageou minha bunda, que ele simplesmente amava tomar para si. Deslizando para as coxas, ele as arranhou e admirou a visão de seu sêmen escorrendo por elas, uma visão que aparentemente ele adorava. Em sua mente, agora eu sabia, era um sinal de submissão da minha parte, pois ele podia me encher com sua semente sempre que desejasse. Devagar e prazerosamente, ele subiu as mãos de modo a arranhar minha cintura e começou a brincar com meus seios fartos. Primeiro ele pegou-os pela base e uniu, depois foi subindo as mãos e os apertava. Seus indicadores e dedos médios envolveram os bicos de meus seios e os puxaram, arrancando um gemido de mim. Eu gostava de quando ele brincava com meus seios e meu amado Cavaleiro sabia disso. Em minha face, o prazer pelos toques dele somados a estar recebendo mas do mastro dele era impossível de ser ignorado. Em meu momento tomada pela luxúria pura e intensa, além de claramente pouco controlada, uma voz surgiu em minha mente para mim e apenas para mim.

Olá, pequena criança. Sou Asmodeus, um dos príncipes demônio e aquele quem governa a luxúria. Mostre para o tenente de Érebos o que é o verdadeiro prazer e lhe darei um presente a altura.

O que o príncipe demonio queria dizer com presente? E o que, na visão dele, era verdadeiro prazer? Não sabia bem, porém tinha ideia de como agradar meu amante na cama e sabia algumas coisas que nunca havíamos feito anteriormente. Estendendo o braço direito, arranhei-o da barriga ao peito antes de lhe dar um tapa no rosto. Apesar de normalmente ele ser o dominante, as vezes um lado um pouco masoquista dele gostava de ver uma postura mais agressiva e decidida de mim. Os olhos dele pareceram confusos e me sentei na cama com as pernas abertas, permitindo que ele ainda me comesse.

Tenho uma surpresa para você. Deite. Agora. — Sem questionar, ele saiu de dentro de mim e se deitou na cama. Sentada ao lado dele, usei uma habilidade de sangue que a muito não utilizava, criando uma cópia idêntica minha ali. A garota estava também nua, porém não tinha sêmen escorrendo de sua buceta. Nos inclinamos uma na direção da outra quase simultaneamente e nos beijamos com paixão, uma procurando os seios da outra e deixamos que Astaroth nos assistisse naquele beijo intenso. Quando separamos as bocas, olhando para ele e meu "segundo corpo", que chamarei de Cadelinha, foi para o outro lado dele. Juntas, nos deitamos com ele de modo a esfregar nossos seios em seu peitoral.

O que acha de ter duas putinhas na sua cama ao mesmo tempo, amor? — E nossas mãos acharam seu pau e saco, provocando-o.

Vou amar isso. — O semideus beijou nós duas com paixão, após nos puxar pela nunca para o beijo. Ambas começamos a beijar e chupar o pescoço dele, descendo os lábios para o peitoral até chegarmos em seu pau. Juntas, lambemos ele todo até deixar-lhe limpo e nos beijamos, provando o gosto do pau misturado com a minha buceta. Não era ruim, mas também não era o melhor sabor do mundo. Através de minha ligação com Astaroth, passei a mensagem que iria preparar a nova putinha dele antes de começarmos a dar prazer para ele. Curioso, ele arqueou uma sobrancelha e ficou nos observando enquanto eu me deitava e Cadelinha veio para o meio de minhas pernas.

Em silêncio, a garota se deitou em cima de mim unindo nossos seios e me beijando. Os seios fartos estavam unidos e a cada respiração ou movimento se roçavam. A sensação deles se esfregando a cada instante era ótima, mandando pequenas ondas de prazer por nossos corpos. Ao nosso lado, Astaroth começou a se masturbar enquanto nos via começando o que viria a ser sexo lésbico. Que duas mulheres se pegando excitava o homens não era mistério, mas imaginava que duas garotas se pegando e depois fazendo sexo ao mesmo tempo com um cara deveria ser ainda melhor. A Cadelinha separou nossos lábios e desceu os beijos para meu pescoço e seios, chupando-os e massageando. Seus lábios envolveram um dos bicos, chupando-o e puxando para cima. Procurei o pau de Asta com a mão para ajudar ele com a masturbação enquanto ela brincava com minhas tetas de vadia. O semideus estava realmente empolgado com a ideia de eu estar fodendo com outra garota - ainda que uma cópia de mim mesma - e gozou em minha face e um pouco em meus seios. A Cadelinha limpou toda a semente que caiu em cima de mim e depois chupou o enorme pau dele para limpar-lhe.

Senhora, mostre para mim como se chupa uma buceta? — Sorrindo, roubei um beijo dela e a deitei na cama, ficando entre suas pernas para mostrar como se fazia. Não queria que ela limpasse a porra que ainda escorria de mim e por isso eu daria prazer a ela. Arranhei as coxas dela, olhando-a com malicia quando comecei a chupar e lamber a buceta e seu clitóris, fazendo a cópia gemer de prazer. A jovem começou a rebolar em minha face e faltou pouco para enlouquecer quando comecei a comer a bucetinha usando a língua.

O semideus nos observava com atenção e virei um pouco nossos corpos para que ele tivesse uma boa visão de minha bunda empinada e minha intimidade de vadia. A maior intensão daquilo tudo era dar prazer ao meu amado, então por que não deixar que ele visse tudo com o máximo de detalhes possível? Além do mais, ele assistir enquanto eu chupava ela me deixava tão excitada quanto deixava a ele ver. Uma parte de mim gostava de ser observada enquanto fazia sexo, o que, no entanto, eu tentava esconder.

A Cadelinha segurou minha cabeça contra sua buceta, tentando me manter chupando-a até que gozasse. Não que eu fosse dar outra opção a ela a não ser mostrar a Astaroth como ela amava ser chupada e como queria participar de nosso sexo a três. Minha cópia olhou-o enquanto rebolava em minha face e abriu a boca, pedindo para que ele comesse-a ali. Sem esperar outro convite, Astaroth meteu o pau na boca dele e comia-a enquanto eu chupava a garota. Segurando-a com a mão esquerda contra seu pau, ele deu um tapa em minha bunda com a mão direita, o que, por algum motivo qualquer, fez com que empinasse minha bunda e ele começou a masturbar minha buceta com os dedos, fazendo um vai e vem com eles. Seus dedos eram apertados pela buceta gulosa e, imitando a Cadelinha, eu rebolava deliciosa para ele. Nossos olhares se cruzaram e nós dois sabíamos o que ele desejava.

Vamos, bebe. Coma meu cu enquanto me assiste chupando ela. — Não houve a necessidade de um novo convite, é claro, mas Astaroth gozou na boca dela. A copia se engasgou tomando a porra e foi obrigada a tomar tudo antes de limpar uma terceira vez seu pau que agora devia entrar em meu rabo. Naquele momento, eu sabia que ia ter meu cu arrombado sem a menor piedade. Quando se tratava de me comer, o rapaz nunca tinha pena e quando eu concordava em dar o rabo para ele sabia que levaria dias para conseguir andar novamente caso não utilizasse magia pra me recuperar. No entanto, isso normalmente fazia com que ele voltasse a arrombar meu cu.

Se analisasse bem, perceberia que já havia perdido a conta de quantas vezes tinha acordado sendo enrabada e a única coisa que podia fazer era aceitar - especialmente porque eu acabava gostando de ser tratada daquela forma. Iria despertar com ele me enrabando e me destroçando, até encher meu cu de porra até cansar. Como recompensa por ter sido uma boa cadela submissa, ele comia minha buceta até me satisfazer.

Eu usei a mão direita para abrir as nádegas para ele quando o rapaz se posicionou atrás de mim e, com as mãos segurando firme minha cintura, o legado de Belona enfiou o pau enorme e duro como uma pedra de uma vez em meu cu, fazendo-me gritar de dor contra a buceta da garota. Ao que parecia, a Cadelinha ficou ainda mais excitada em ver sua mestra sendo enrabada e gozou em minha boca. Tomei seu mel e lambi toda sua intimidade antes de começar a lamber e chupar seu clitóris enquanto era fodida de quatro com a bunda bem empinada. O Cavaleiro deu um tapa forte em minha bunda, deixando a região vermelha quase imediatamente.

Rebola, vadia. É melhor deixar seu macho satisfeito ou será punida. — Havia um tom de comando em sua voz que eu não conseguia questionar. Eu comecei a rebolar para ele como se minha vida dependesse daquilo de algum modo. Senti a mão da Cadelinha afagando meus cabelos e ela tentando escapar de meus dedos e lábio. Se eu não soubesse que era para me chupar, eu não teria deixado. Quando ela se deitou embaixo de meu corpo, abaixei minha buceta para ela fazer o trabalho enquanto eu a estimulava. Meu 'mestre' deitou-se em cima de mim e me enrabava e chupava meu pescoço durante o coito.

Sentia meu corpo quente e quanto mais rebolava e apertava os dedos da Cadelinha e o pau de Astaroth, mais queria ser fodida com ambos e mais quente eu ficava. Não foi tão difícil quanto achei que seria para a minha putinha me fazer gozar em sua boca e ela bebeu a mistura do gozo do meio-deus com meu mel sem a menor reclamação. A cena de duas garotas gostosas se chupando em um 69 fez com que o semideus enchesse minha bunda com seu leite grosso e quente. No entanto, engana-se quem acha que isso fez com que ele parasse ou que comesse meu cu com menos força e/ou violência do que antes. Na realidade, acho que isso até aumentou a brutalidade com que eu era fodida. Não que eu não estivesse esperando coisas assim. Eu tinha escolhido ser a vadia do belo tenente de Érebos e ele me comer daquela forma já era bem comum.

Interessante... Interessante... Parece que, além de ninfomaníaca, alguém aqui é, no minimo, bissexual. Talvez eu deva lhe auxiliar a deixar ele ainda mais envolvido na teia de luxúria do que já está.

Ouvi a voz de Asmodeus como se estivesse próximo, porém os outros não pareciam ter percebido. De repente, o pau de Astaroth sumiu de meu cu e, quando olhei para trás, admito que fiquei chocada. O rapaz havia assumido a forma de uma mulher e não entendia bem. Com um gesto de mão, minha copia sumiu e fiquei de joelhos na cama, me virando para meu amado e o abraçando. Meus lábios procuraram os dele, forçando-lhe um beijo intenso enquanto pressionava nossos seios e meus dedos procuravam a buceta recém adquirida do rapaz. Devia acolher e acalmar meu amado naquele momento confuso que ele não fazia a menor ideia do que ocorria.

Meus lábios desceram por seu pescoço e encontraram seus seios, que comecei a chupar. Os dedos não paravam de "comer" a buceta agora não mais virgem de meu namorado e suas mãos afagavam meus cabelos escuros com paixão. Claro que no começo havia tentado fugir dos meus dedos dentro de si, mas percebeu que era bom e quando fui descendo a boca até chegar entre suas pernas e comecei a chupar me perguntei como ele não enlouqueceu. Ajudei a dama a se sentar direito na cama e me coloquei entre suas pernas. Agora meu amado conheceria uma das formas de mulheres "se comerem".

Quando comecei a esfregar nossas bucetas e rebolar, segurei a nuca de meu parceiro transformado e o puxei para perto para um beijo apaixonado. Nossos seios próximos começaram a se esfregar conforme nos comíamos e Astaroth procurou meu cu, enfiando dois dedos nele. Tentei escapar, mas ele não permitiu. Para devolver aquela provocação, enfiei dois dedos no cu do cavaleiro e comecei a comer o lugar também. Apesar de ter tentado fugir, não conseguiu e dei um tapa em sua bunda com a outra mão. Os nossos gemidos misturavam-se no ar e, de uma hora para a outra, jogamos os cabelos para trás gozando uma para a outra. Continuamos nos movendo com vontade - talvez até mesmo necessidade - por um tempo até sermos interrompidas por alguém pigarreando com o intuito de atrair nossa atenção.

O demônio se mostrava como um homem com cerca de um e oitenta de altura, vestido com uma roupa negra que lembrava muito as roupas de antigos príncipes da Idade Moderna. Me sentei direito no colo de minha amada e a abracei, unindo nossos seios fartos e beijei-a na boca antes de voltar o olhar aquela criatura que eu achava ser Asmodeus. Seus chifres projetavam-se para trás, negros e com rachaduras, eram grandes e da mesma cor que seus cabelos, sua pele era clara como o giz e os olhos eram tão vermelhos quanto o sangue. Sua voz era sedutora, profunda e com algo mais que eu não conseguia determinar o que era

Definitivamente você não me decepcionou, Alta Sacerdotisa. Nyx estava certa quando lhe sugeriu para ser minha escolhida. O que acha de ser a Portadora da Luxúria, pequena?

E foi assim que eu me tornei a primeira das Sacerdotisas a portar um dom dado por um dos Príncipes Demônio. Eu era a luxúria, o desejo carnal, e descobriria em breve o quanto aquilo podia me deixar mais poderosa. Quanto a Astaroth, bem, ele pediu para aproveitar o corpo de garota mais um pouco antes de voltar a forma verdadeira e me comer mais, tendo ficado bastante excitado com a ideia de ter efetivamente feito sexo lésbico comigo.

Poderes Ativos:
۞ Cópias Mágicas (Nível 12). A semideusa consegue criar uma copia perfeita de si mesma, com metade de seu nível e poder. Tal cópia possui capacidade limitada de pensamento e raciocinio, porém é submissa as decisões e ações da semideusa. Para todos os fins, os status de ambas são separados e a semideusa pode criar tantas quantas sua mana permita. As cópias se mantem até serem "mortas" ou dispersas pela semideusa e não há consumo continuo de mana. (35 PM)


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Re: [DIY] ☆ Princess of Night

Mensagem por Érebos em Qua Fev 07, 2018 8:47 pm




Avaliação
Graças a essa DIY precisei gastar algum tempo com minha esposa Nyx que diz ter amado os novos movimentos que eu fiz hoje, então obrigado.    

Achei a DIY extremamente interessante e bem coerente com o pecado ao qual representará, então...Parabéns e bem vinda, portadora da Luxúria!

Recompensa: 2.000 XP e tanto você quanto seu namorado recebem como brinde:


[Mudança de Aparência] - Uma habilidade especial dominada por poucos, permite aos semideuses não só mudarem suas aparências e as aparências de seus clones/seres invocados, como também permite que eles mudem seus sexos, tudo isso sem nenhum gasto adicional de mana.


Espero que essa habilidade deixe a vida sexual de vocês mais divertida. Parabéns novamente!
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Re: [DIY] ☆ Princess of Night

Mensagem por Freya Stormborn em Qua Fev 28, 2018 4:46 pm


O dia estava claro e a grama, verde e vivida, era achatada delicadamente sob meus pés calçados com botas de couro macio antes de voltar a seu estado natural enquanto eu corria. Ithuriel estava em algum lugar daquele vale enorme que chamávamos de lar, talvez me procurando. Ou quem sabe estivesse caçando e não tivesse ainda sentindo minha falta. De qualquer forma, eu poderia explorar um pouco antes de ser encontrada e levada de volta para casa. Eu nunca havia me afastado muito da pequena cabana que dividia com o homem, próxima a uma das minhas cadeias de montanhas do Vale, e agora podia descobrir os segredos daquele ambiente - ou algo próximo disso. Em meio a correria que eu me envolvera, acabei tropeçando em algo que, sinceramente, eu não vi o que era e cai dentro de um buraco. A queda não tivera mais do que uns dez ou doze metros e fora amortecida por galhos, folhas e musgo, porém não posso dizer que não recebi pelo menos algumas escoriações nas mãos. Dolorida e com as mãos sujas, me levantei um pouco confusa. Olhei meu entorno, tentando descobrir que diabos de lugar era aquele que eu havia caído e, lentamente, a percepção chegou até mim.

É uma ruína dos antigos... Ithuriel sempre diz para que nunca entrasse aqui... Mas... Eu não consigo voltar por onde entrei. Tenho que achar outra saída.

Havia notado que o buraco que entrei estava inacessível uma vez que o que eu tinha disponível não servia como apoio para escalar e a abertura estava alta demais para que subisse sem apoios. Ithuriel não ia gostar nada do que eu faria agora, mas, virando-me de costas para a abertura, cruzei a grande porta metálica com o corpo de lado para conseguir atravessar. Para o meu bem, era melhor que não houvesse nenhuma criatura metálica ali dentro, pois, mesmo se soubesse lutar, não possuía armas para faze-lo e desarmada era impossível derrotar as maquinas. Conforme andava, percebi que a natureza havia tomado conta daquele lugar. Poças de água estavam espalhadas pelo sol criadas pela chuva que ocasionalmente entrava por buracos no teto, musgo e outras formas de vegetação espalhavam-se pelo chão e paredes, pequenos animais corriam de um lado para o outro buscando esconder-se de mim conforme eu andava.

Os meus passos ecoavam contra as paredes e as gotas que caiam do teto por infiltração, colidindo com poças ou metal, também emitiam seu som alto pelas salas pelas quais eu andava. Restos do mundo antigo ainda existiam ali, com restos de maquinas que eu não fazia ideia do que haviam sido outrora, portas meio abertas que pareciam ter quebrado ou sido deixadas meio abertas. A iluminação era precária, com a luz que provinha dos buracos no teto conseguindo iluminar bem poucas áreas e deixando a maioria em penumbra ou trevas completas. Os antigos equipamentos dos antigos ainda forneciam alguns uma iluminação precária, porém que evitava que a escuridão fosse pior. O único consolo que eu possuía era que, se houvesse maquinas ali eu iria ver o brilho do olho delas. Seguindo para a terceira sala, logo a minha frente, após cruzar as primeiras com os nervos a flor da pele e ouvindo sons aumentados drasticamente, eu me deparei com um esqueleto no meio da sala e no chão, próximo a ele, um pequeno aparelho prateado atraiu minha atenção.


Aproximei-me dele e o peguei, girando-o na mão e o analisando, curiosa. Era como se eu soubesse, quase que por instinto, o que ele fazia e como fazia. Levei a mão que o segurava até a orelha direita e ele se prendeu pouco acima dela, de algum modo acoplando-se a minha cabeça. Era melhor não pensar muito em como ele fazia isso, porém sabia que havia como remover sem sofrer nenhum ferimento. Pressionei-o levemente e uma cúpula luminosa roxa surgiu envolta de meu corpo, ao mesmo tempo em que um alerta indicou algo próximo a mim no chão. No corpo, havia um símbolo estranho que, quando foquei minha atenção nele, o leitor do aparelho pareceu carregar algo e um holograma se abriu diante de mim.

Um homem estava de pé, sorrindo e falava com um sorriso largo no rosto. Ele era forte e alto, com a pele com um tom escuro - não chegava a ser negro, mas estava bem próximo disso - e seus cabelos eram encaracolados, de um negro profundo como o das trevas ao meu redor. Apesar da aparência até assustadora, ele tinha um sorriso acolhedor e eu sentia que ele não era uma pessoa que deixava seus entes queridos sofrerem sem combater o que quer que lhes ameacem.

Parabéns, filhão. O papai ama muito você. Sinto muito por não podermos estar juntos, mas o trabalho exige que esteja aqui. — Ele parecia realmente triste com a situação e imaginei que ambos deviam ser muito ligados. Era uma pena que eles não estivessem mais juntos. Com um sorriso tristonho, pressionei novamente o objeto que parecia se chamar “Foco”. Pelo menos agora tinha mais algo para me auxiliar a sair dali e, bem, talvez eu conseguisse ver as maquinas com elas.

O lugar todo era um verdadeiro labirinto e em algumas partes precisei me espremer entre portas quase totalmente fechadas e partes que o teto havia ruído de tal forma que restava apenas um pequeno espaço para atravessar. Por mais de uma vez, precisei subir um andar para, mais a frente, tornar a descer e continuar a explorar aquele ambiente estranho em busca de uma saída daquele lugar. Começava a sentir fome, me fazendo ficar arrependida de não ter levado algo de casa para minha escapada. Inicialmente não era para ser longa a estadia fora, mas acabara se prolongando e era melhor achar logo uma forma de voltar à superfície. Poderia beber água da chuva e não é como se não houvesse comida disponível - eu podia matar os ratos e comer a carne, o problema é que não tinha como eu cozinhar a carne ali.

Agora eu estava diante de uma porta trancada. Incomodada, transferi o peso do pé esquerdo para o direito e ativei o Foco. Se ele me deixara encontrar uma mensagem em forma de holograma, devia ser capaz de detectar outras coisas, não é? Torcia para que fosse verdade. Olhando ao redor, pude ver do lado de fora o contorno de dois tipos maquinas distintas em uma cor vermelha chamativa: Galope e Vigia. Uma notificação de avaliação concluída surgiu para mim e toquei-a com a mão destra, fazendo com que se abrisse uma tela com a foto e informações da criatura, como seus componentes e fraquezas.

O Vigia era menor, com um único olho e andava em duas patas, vasculhando sempre a área ao redor em busca de ameaças. Ithuriel havia me dito que eles eram incrivelmente rápidos – o que era intuitivo pelo tamanho diminuto – porém seu poder de ataque não deixava a desejar em nada. As esferas luminosas e barulhentas que disparavam eram capazes de cegar e deixar parcialmente surdo por um tempo, permitindo-o atacar, e como normalmente andam em trios essa estratégia costuma ser letal. Segundo o Foco, seu ponto fraco era o único olho, podendo ser facilmente derrotado quando atingido ali.

Deslizando a mão direita para a esquerda, a tela de informações dos Vigias deu lugar à tela de dados do Galope. Era uma criatura maior e quadrupede, forte e que atacava usando coices e seu tamanho para derrubar e pisotear oponentes. Era mais difícil de derrotar que o Vigia, mas o cilindro em suas costas continha um líquido inflamável que podia ser usado para explodi-lo.

No entanto, não era para isso que eu havia ativado o Foco. Toquei a base da dela de dados e a fiz deslizar para cima, sumindo de minha frente e olhei para a porta a minha frente. A porta era trancada com algum tipo energia e percebi cabos que iam da porta até baterias do outro lado de uma parede. Seguindo os cabos, encontrei as mesmas e um painel ao lado indicando direções. Supondo que era a forma que as baterias deviam ser posicionadas, comecei a movê-las. Bastava colocar a mão no meio do circulo luminoso, segurar a “alça” no centro e rodar para mover as peças, o que era bem fácil e incrivelmente não agarrava. Após mover as cinco, as mesmas mudaram de cor e ouvi um som estranho, que não conseguia descrever. Estava na hora de olhar a porta.

Fui apressada até a dita cuja, vendo que o centro da mesma, antes vermelho, agora estava verde. Girei o centro como havia feito com as baterias e a mesma emitiu o mesmo som que ouvi nas baterias, abrindo-se para que eu pudesse atravessar. E foi quando ouvi a primeira vez a voz de Ithuriel me chamando, não muito distante de onde eu estava no momento.

Kiriel! ...Kiriel! — Sua voz soava preocupada e saber que ele se importava me deixava de certo modo feliz, porém também sabia que o deixara preocupado e isso não era uma coisa boa de se fazer. Correndo, segui em direção a voz enquanto gritava.

ESTOU AQUI, EU ESTOU AQUI. — Cheguei a uma área onde o “teto” era mais baixo e haviam partes do mesmo caídas que podia usar como uma rampa para subir. Ainda faltaria um pouco de tamanho para sair efetivamente por ali, mas Ithuriel estava abaixado do lado de fora, próximo ao buraco, e poderia me puxar sem problemas para fora.

Correndo empolgada com a possibilidade de sair logo daquele lugar, subi a rampa quase caindo algumas vezes pelo pé deslizar no musgo. Quando cheguei na “plataforma” onde ele poderia me pegar, estiquei a mão e ele segurou minha mão, puxando-me para ele. Ele parecia ao mesmo tempo preocupado e irritado. Eu havia desobedecido a uma ordem, mas estava bem. Sua boca se abriu para proferir algo, mas voltou a se fechar quando viu o Foco. Não sabia dizer bem o que ele pensava sobre aquilo, mas parecia curioso. Sua mão se estendeu e tocou o aparelho, deslizando por ele, e senti uma energia estranha passando por mim e pelo aparelho.

Você consegue usar isso? — Ele estava realmente curioso e até pensativo com aquilo. Era como se aquela resposta pudesse mudar tudo.

Consigo... Não é difícil. Olha... Eu aperto aqui e abre uma bola ao meu redor. Eu consigo descobrir coisas com ele, como fios de energia, e ele também pode me dar informações de maquinas.

Seus olhos me acompanharam quando eu ativei o foco e comecei a enunciar o que já havia aprendido com ele e depois ele olhou em volta, como se procurando algo. Ouvi ele murmurando algo em uma linguagem que não parecia normal, mas eu compreendia, sobre “não atrair maquinas usando” e depois envolveu meus ombros com o braço forte, chamando-me pra ir para casa.


Nos primeiros dias, Ithuriel havia ficado distante e pensativo, o que me dava tempo para usar o dispositivo e aprender mais os usos dele. Podia assistir novamente o holograma que havia registrado e ouvir os arquivos de áudio que encontrei na ruína que havia caído. Ao observar armas com ela, informações também eram levantadas: tamanho, potência de ataque, peso, materiais... Sempre podia rever dados e o dispositivo também identificava pessoas que eu já havia visto alguma vez antes usando o mesmo. Foi assim que peguei Ithuriel mais de uma vez me observando de longe, mas algo estava errado e me perguntei se o Foco estava danificado. Seu nome não aparecia como Ithuriel, mas como Hefesto. Eu não reconhecia o nome e tinha receio de perguntar, pois se ele havia escondido aquilo havia algum motivo e talvez eu não quisesse realmente descobri-lo.

Após uma semana e meia me evitando, o homem se sentou ao meu lado quando eu estava do lado de fora da cabana olhando o amanhecer. O silêncio era leve e havia alguma coisa ali diferente de qualquer momento que já havíamos passado juntos anteriormente. Não que depois do isolamento do homem fosse esperar ou reagir fácil à aproximação, mas era um começo. Após o sol já ter lançado seus primeiros raios de sol, meu pai de criação decidiu começar a fala.

Sabe que eu não me chamo Ithuriel. — Começou, sem olhar para mim. Sua voz era profunda, séria e tinha um tom urgente e estranhamente preocupado. Parecia até um pouco triste, mas, como tudo que se referia a ele, era difícil definir se estava mesmo triste ou era impressão minha.

E sabe parcialmente porque eu fui exilado da tribo. Eu tenho habilidades diferentes das habilidades dos outros e, apesar deles não saberem o quão diferentes, acharam melhor isolar-me.

Ele já havia dito aquilo outras vezes para mim e me limitei a concordar com a cabeça e esperar que ele continuasse. Acho que ele não seria o primeiro a ser banido porque a tribo não compreendia alguma coisa... Era mais fácil afastar e evitar do que buscar entender e eu havia aprendido aquilo da pior forma possível.

O que lhe disse sobre sua mãe é verdade. Morreu ao lhe dar a luz e lhe exilaram por acreditarem que isso era um mau presságio e uma punição da montanha, que acham que é uma deusa. Não que estejam totalmente errados... Deuses existem e houve um tempo que andavam entre os humanos, tendo filhos com eles. Mas então vieram às maquinas e acabaram com o mundo que conheciam.

Falava dos antigos com uma calma e propriedade que parecia ser um especialista. E deuses? Aquela montanha era uma deusa mesma? O que exatamente ele queria dizer com “não que estejam totalmente errados”? Abri a boca para fazer essas e outras perguntas, mas ele ergueu a mão para que esperasse em silêncio.

Eu tive alguma parcela de culpa nisso. Podia ter-lhes parado, mas escolhi não o fazer porque estava com raiva dos deuses... Não, Kiriel, não estou louco e seu Foco está certo em indicar meu nome como Hefesto. Usava Ithuriel apenas para me misturar em meio aos humanos.

Eu não estava entendendo nada. Confusa, olhei para o homem e o vi que ele me olhava com atenção, medindo minhas ações. Uma parte de mim queria acreditar no que ele dizia e, pensando bem, ela acreditava naquilo. Além do mais, se ele fosse mesmo um deus, explicaria as habilidades estranhas dele.

Se você é um deus como está sugerindo... Por que está aqui? Por que estava com raiva dos deuses? — Eram perguntas plausíveis e as únicas que eu consegui falar naquele momento. Suspirando, ele olhou para o céu acima de nós e ficou de pé.

Isso é uma longa história, que lhe contarei em outro momento. Agora está na hora de irmos a um lugar e de eu lhe ensinar algumas coisas. Pegue sua bolsa e me encontre lá em baixo.


Estávamos andando pelos vales do Enlace, com ele me indicando plantas que possuíam propriedades medicinais e outras que eu poderia utilizar para poções de resistência elemental. Estava armazenando-as o melhor que podia em minha bolsa enquanto tentava acompanhar os passos do suposto deus. Encontrei alguns Galhos-de-Rio no caminho, que havia o visto coletando outro dia para fazer flechas, e peguei um pouco de galhos deles, jogando dentro da bolsa para a eventualidade de precisar. A me ver fazendo isso, Hefesto sorriu e aprovou com a cabeça, como se aquilo fosse algo realmente muito importante.

Em meio às andanças, chegamos a uma parte com grama alta e três Vigias vinham a frente, procurando ameaças em seu caminho. Os olhos emitiam uma luz azulada que eu supus ser alguma especie de detector de movimentos. Era a coisa que mais fazia sentido para mim ser e, considerando as peças que eu havia descoberto anteriormente, era mais ou menos isso. Um detector de movimentos primitivos, sim, mas um detector de movimentos.

Abaixe-se, Kiriel. Vá lentamente até a grama alta... Isso.

Movia-me com cuidado e me escondi na grama, com meu “pai” próximo a mim também abaixado. O primeiro Vigia passou direto por nós, procurando oponentes e não se incomodou em nos atacar. Segui-o para o outro amontoado de grama alta e o segundo vigia passou. Seus movimentos eram lentos e procuravam com atenção quaisquer sinais de movimentos. Minha mão direita buscou o Foco em minha orelha e apertei-o. Embaixo do vigia, no caminho que ele percorria, vi setas indicando algo que eu supus ser sua rota e olhei para a divindade, abrindo levemente a boca para sussurrar e ele confirmou com a cabeça, parecendo saber o que eu iria falar.

Vamos para o arbusto mais a frente. Mova-se devagar e abaixada, para fazer menos barulho. — Ensinou-me, antes de ir a frente para o "arbusto" a cerca de uns três metros de onde estávamos. Mal havíamos nos escondido nele quando o terceiro Vigia nos alcançou e passou. Se tivéssemos demorado mais um segundo, teríamos sido pegos por ele. — Muito bem, pequena.

Sussurrou para mim enquanto aguardávamos que a maquina fosse embora. Quando ocorreu, nós nos levantamos e continuamos nosso caminho. Era uma descida até uma ponte que cruzava um rio que mais parecia um córrego, mas que enchia quando vinham as chuvas e precisava da ponte para ser possível cruza-lo. Do outro lado, havia alguns Galopes “pastando”. Aproximamo-nos um pouco deles e Hefesto assobiou, chamando a atenção deles e depois gritando para faze-los fugir.

Por que você as fez fugir? — Eu não entendia o que ele queria com aquilo, porque se ele quisesse me ensinar a caçar não fazia sentido colocar as maquinas para correr.

Para lhe mostrar que algumas maquinas se assustam e fogem, Kiriel. Mas não se preocupe, estarão logo a frente. — Atravessamos o rio e, sob as instruções dele, coletei algumas pedras que coubessem em minha mão nas margens do rio e as depositei em um compartimento a parte da mochila que carregava comigo.

Dessa vez, a caminhada foi breve e ele me mandou ficar abaixada em cima de uma pequena elevação, próxima a uma arvore, enquanto ele desceu para grama alta. Eu devia atirar uma pedra próxima dele para atrair a atenção de um Vigia que passava. Quando ele estava mais ou menos próximo, lancei a pedra bem ao lado do homem. O movimento rápido foi captado pelos sensores da maquina, tal como o barulho da pedra caindo e o Vigia se aproximou de onde Hefesto estava. Quando estava perto o suficiente, o deus perfurou a mesma com uma lança que portava e depois removeu a arma, deixando a carcaça no chão e me chamando. Desci com alguma dificuldade, deslizando pelo barranco e fui até onde ele me aguardava de pé.

Saqueie a maquina... Muito bem. Vê essas pequenas partes de metal aqui? Pode usa-las como pontas de flecha e, se reparar bem, tem abertura suficiente para encaixar nos Galhos-de-Rio que coletou antes. Tendo o que precisa, nunca ficará sem flechas.

Mas eu não tenho um arco... — Comecei. Tudo bem, saber fazer flechas era útil e, enquanto eu protestava, tentava entender como encaixar direito os pequenos cacos com os galhos para montar flechas. O homem me deixou preparar cerca de umas quinze flechas assim, deixando uma aljava vazia ao meu lado para guarda-las.

Resolveremos isso ainda hoje, não se preocupe. Por enquanto, use este. — Declarou quando terminei as flechas e me passou um arco curto recurvo. Era uma arma pequena e leve, sem muita capacidade ofensiva, mas serviria por enquanto. Como eu não era fisicamente muito forte, a arma tinha a vantagem de que eu podia utiliza-la - e que dificilmente iria me acidentar porque a arma era forte demais para mim.


Eu estava escondida na grama alta, próxima ao rebanho que ele havia afugentado algum tempo antes. Segurava o arco com a mão esquerda, analisando a criatura com o foco em busca de pontos fracos, que eram sinalizados em amarelo na criatura. Hefesto havia me instruído a sempre analisar as maquinas com ele para procurar áreas vulneráveis para atirar e percebi que, além do olho, os cilindros de combustível que possuía nas costas eram também vulneráveis a disparos - especialmente de flechas flamejantes, segundo o Foco.

Desativei o foco e busquei uma flecha na aljava, presa na cintura. Posicionei a flecha ali como havia visto o deus fazer quando caçava e puxei a corda. Apesar de não ser tão potente quanto o arco longo que Hefesto usava, ainda exigia força física e mal havia começado a puxar o arco quando os músculos ainda não treinados começaram a reclamar. Ignorei-os e ergui a arma, mirando no cilindro. Estava prestes a disparar quando o deus tocou meu ombro, me assustando um pouco. No entanto, não o suficiente para disparar sem querer a flecha.

Mire acima de onde quer atingir. A flecha perde altitude e velocidade enquanto voa e você não quer que ela acerte o lugar errado, não é? Lembre-se que o vento e o peso dela afetam na trajetória. — Eu me senti um pouco idiota por não ter pensado nisso e minha face ruborizou um pouco. Assenti e elevei um pouco o arco, mirando alguns centímetros acima dos cilindros.

Assim? — Perguntei e vi, pelo canto do olho, ele concordando com a cabeça. Puxei a corda o máximo que pude e soltei-a, fazendo a flecha cortar o ar ágil e atingir exatamente o centro do alvo, arrancando-o das costas do Galope. Havia sido um golpe de sorte, provavelmente, mas havia funcionado. Havia abatido minha primeira maquina. Um sorriso bobo surgiu em meus lábios, com um rubor ainda presente nela. Mas não era de vergonha, não. Era de felicidade e orgulho de ter conseguido um sucesso absoluto.

Foi bom para um primeiro disparo... Vamos continuar.


Eu terminei de caçar e saquear aquela manada de Galopes, aprendendo a rastrear maquinas e como usar o foco para marcar suas rotas e, também, como marcar os mesmos como alvos para facilitar localização. Estava empolgada para procurar mais maquinas e derrubar, porém havia outra coisa que ele queria me mostrar e seguimos em silêncio por um tempo, até chegar a uma porta quase imperceptível em uma montanha. Era metálica e grossa, com mais de trinta centímetros de espessura. Entramos em silêncio e o deus fechou a porta atrás de nós.

Seja bem vindo, Hefesto. Bem vinda, senhorita.

Uma voz metálica nos recebeu e me deixou um pouco sobressaltada, fazendo com que meu companheiro desse uma risada. Era uma das poucas vezes que já havia o visto rindo de alguma coisa qualquer, mas devo admitir que estar rindo de mim não era algo agradável ou animador.

Não se preocupe, Sarayu não irá nos atacar. Ela toma conta do lugar. Quero lhe mostrar uma coisa aqui.

Olhando bem o lugar, era uma forja iluminada pela fornalha e com respiradouros elevados que removiam a fumaça e levavam-na para longe. Havia maquinas semidesmontadas - ou seriam semi-montadas? - e peças soltas sobre as bancadas. A iluminação era feita, principalmente, pelas chamas das tochas e da fornalha enorme presente no lugar. Ele me ensinaria a forjar? Uma parte de mim se agitou ainda mais do que havia se agitado quando ouvi que era um deus.

Por que não explora um pouco?

O deus mal havia acabado de fazer a sugestão e, antes que ele pudesse mudar de ideia, eu já estava me debruçando sob um papel em branco e pegando um objeto estranho de madeira com ponta escura. Peguei-o e deixei que minha mão trabalhasse sozinha, esboçando o primeiro desenho de arma que faria em minha vida. O arco lembrava o arco longo pesado do deus, mas era adaptado ao meu tamanho, com o formato e roldanas que iriam compensar a falta de força física e manter o poder de fogo da arma nos disparos.

Ao mesmo tempo em que desenhava, começava a fazer cálculos mentais sobre material e as anotações de tamanho, peso, quantia que devia usar e outros detalhes da arma eram adicionados nas margens e áreas livres do papel. Sentia que Hefesto estava próximo, observando, mas não interferia no que eu estava fazendo. Era o meu momento de brilhar, a minha hora de explorar o que, sabe-se lá como, eu sabia fazer e fazia bem. Quando terminei o projeto como um todo, me peguei movendo-me pelo lugar a procura do que poderia derreter após o deus me entregar um par de luvas de couro para manipular o metal e o caldeirão para derretê-lo. Como o deus não disse nada, peguei algumas peças que encontrei e coloquei-as para derreter.

Realmente, não há como negar... — Ouvi Hefesto murmurando enquanto me observava e olhei-o, curiosa. Do que ele estava falando? O que não tinha como ele negar? — Não é nada, continue...

Sem entender, dei de ombros e procurei madeira para fazer a base do arco. Medi a mesma com cuidado e cortei com base em minha altura, afinal queria fazer um arco longo e este era sempre feito com base na altura de seu usuário. Lixei a mesma com cuidado e a deixei uniforme, sem nenhuma farpa ou defeito que pudesse prejudicar o resultado final - como uma arma com peso mal dividido e, por consequência, pouco equilibrada. E precisava tomar cuidado para que a mesma fosse capaz de não prender a corda em nenhum lugar além das extremidades.

A etapa seguinte foi pegar um fio fino metálico já existente ali e amarrar na madeixa, envergando a mesma para formar um arco - sem trocadilhos. Com uma tesoura, cortei o excedente do fio, porém deixando alguns centímetros extras para envolver bem arco e deixar a corda firme nele. Ao fazê-lo, coloquei a peça em um molde pré-existente na forja que, ao que parecia, era usado exatamente para armas feitas inicialmente de madeira e banhadas em metal. Agora tinha que esperar o metal estar devidamente pronto para concluir a arma.

Sentei-me em um canto pouco iluminado e fiquei olhando o lugar em silêncio enquanto abraçava as pernas curtas. Estava cansada, percebi. O esforço de caçar as maquinas e elimina-las uma a uma havia exigido seu preço. E sentia, inclusive, um pouco de sono. As pálpebras estavam pesadas e por mais de uma vez fechavam e demoravam a se abrir, apesar de meu esforço para mantê-las abertas. E, de súbito, senti a divindade me acordar. Aquilo me assustou, visto que eu não havia notado que pegara no sono. Sobressaltada, fiquei de pé e levei alguns segundos para assimilar onde estava e como cheguei até aquela forja. Sim, aquilo tudo era real. Eu não havia delirado e imaginado coisas. Olhei o caldeirão e o som do metal terminando de fundir. Olhei o caldeirão onde o metal derretia e percebi que não conseguiria tira-lo das chamas, por causa da falta de força física e de meu tamanho reduzido.

Me ajuda?

A divindade concordou com a cabeça e foi até a fornalha, pegando o metal e levando até a forma. Com cuidado, vi o metal quente e espesso caindo sobre a madeira e torci para que a temperatura não a danificasse. Quando havia o suficiente para cobrir-lhe, o deus parou e despejou o restante em uma forma menor, aparentemente que servia para deixar os metais retangulares e compactos. O caldeirão ficou fora do fogo e ele sinalizou para que eu continuasse.

Após deixar a arma esfriar um pouco sozinha, comigo tomando conta para que não ficasse próxima demais do estado solido, e com as luvas nas mãos, peguei a forma e levei-a com cuidado a uma espécie de reservatório de água. Lentamente, abaixei a forma dentro da água e ouvi o chiar do liquido quando começou a absorver o calor. O choque térmico iria aumentar a resistência da arma, eu sabia, mas não me pergunte como. Vi o metal mudando de cor e apertei um botãozinho com um alpha acima da água, fazendo com que um mecanismo daquela maquina fosse ligado e a água começasse a ser trocada constantemente, acelerando o resfriamento do metal. Quando ele assumiu a cor prateada de origem, retirei a forma levei até uma mesa de trabalho vazia.

Tirei o arco da forma e, pegando-o com uma pinça, levei até as chamas para aquecer um pouco o metal. Estava na hora de melhorar a forma e refinar a arma corretamente. Essa parte do trabalho era cansativa e exigia persistência. Reaquecia o metal para moldar o metal de modo a deixar ainda mais uniforme sua distribuição. Removia de onde tinha demais, fazendo-o ir para onde tinha menos. Quando estava suficientemente adequado ao que eu precisava, terminei de resfriar na água e comecei a lixar a peça. O metal excedente foi tirado dessa forma e o arco deixado perfeitamente liso.

Limpei a testa com as costas da mão direita, estendendo o arco com a mão esquerda para que a divindade analisasse e vi uma sombra de aprovação correndo por seus olhos. Claro que ainda era uma arma rudimentar e não era a melhor coisa que ele já havia visto, mas para uma criança de oito anos sem a menor instrução havia sido uma arma finamente feita e acabada. Sua mão forte e calejada tocou minha cabeça e acariciou meus cabelos em um cafune. Havia passado em um teste, ao que parecia, e agora havia subido um pouco em seu conceito. “Talvez ela não seja um caso perdido”, quase pude ouvir seus olhos dizendo quando ele devolveu-me a arma.

Ficou ótima... Dificilmente alguém acreditaria que foi uma criança quem fez. — Aquilo era um elogio, percebi, e abracei-o apertado devido a felicidade que estava naquele momento. Havia feito praticamente sozinha o primeiro arco que seria verdadeiramente meu e de mais ninguém além de mim.

Alerta de aproximação! Alerta de aproximação!

Sarayu anunciou, com uma luz vermelha acendendo no lugar. Ouvi som de metal deslizando e roçando em alguma coisa solida. As saídas de ar, provavelmente, haviam acabado de receber grades e uma coisa grande e plana desceu do teto. Mas antes que eu pudesse ver o que iria ser exibido, tudo ficou negro de repente.


Meus olhos abriram-se e percebi-me no quarto de Astaroth em sua casa, fora do Acampamento. O semideus dormia como um anjo, com o braço envolvendo meus ombros e seu peitoral musculoso servindo-me de travesseiro. Pisquei algumas vezes e levantei parcialmente o tronco. Ainda não havia amanhecido, percebi. Odiava sonhos de semideuses, especialmente quando eles não faziam sentido.

Voltei a me deitar e me acomodar contra o corpo de meu amado Cavaleiro, que acabou por despertar com a movimentação.

Freya? Está tudo bem?

Sim, querido, foi só um sonho esquisito. Não se preocupe. — Murmurei enquanto acariciava o peitoral dele, sorrindo e procurando os lábios dele para beija-lo. Subi em cima dele, roçando minha intimidade na dele e senti as mãos fortes dele em minha cintura. E, por mais uma vez naquela noite, nos tornamos um só.


Observações:
⋆ Missão autorizada por Érebos com base no Sistema de Vidas Passadas. Os detalhes sobre a trama e enredo desta e das DIYS que lhe darão sequência já foram acertados com o deus supracitado.

Ficha da Outra vida:
⋆ Nome Completo: Kiriel
⋆ Idade: 8 anos
⋆ Descendência: Filha de Hefesto e legado de Hermes
⋆ Aparência: Imagem
⋆ Armas Prediletas: Arco e lança.
⋆ Itens e Equipamentos: ۞ Foco [Um pequeno objeto em formado triangular e de cor prateada que é acoplado a orelha da semideusa, permitindo-a acessar quando desejar uma interface interativa. Tal interface permite ler dados, obter informações de maquinas, reconhecer aliados e inimigos, visualizar mapas das áreas já exploradas e/ou registradas e outras informações parecidas. É possível restaurar arquivos e dados corrompidos através do aparelho, porém demora um tempo.]
۞ Machine's War Bow [Um arco feito de madeira e revestido por uma leve camada metálica para lhe conferir maior resistência a danos - do mesmo material que a corda -, com penas e pequenas miçangas enfeitando-o. Sua corda é feita de um metal prateado desconhecido - apesar da semideusa e seu pai chamarem-no de Mithral -, com uma tração forte e alta resistência, permitindo disparos fortes e uma resistência aumentada a danos. Pode disparar qualquer tipo de flecha sem problemas.]
۞ Lança [Uma lança simples, de madeira reforçada com uma parte afiada e metálica removida de uma maquina que serve como lamina e ponta da mesma, sendo possível usa-la em combate para cortar e perfurar oponentes, podendo danificar partes mecânicas ou causar lesões em humanos que combinem perfuração e corte.]
⋆ Poderes e Habilidades: Além dos poderes básicos de Hefesto e Hermes, segue a relação dos poderes da semideusa.
Passivos:
۞ MacGyver (Nível 2). Kiriel sabe encontrar partes reaproveitáveis em maquinas que foram derrotadas - seja por ela, outras maquinas ou outras pessoas. Dessa forma, a jovem consegue identificar o que pode ser usado para montar itens ou comercializar com pessoas especializadas. Além disso, a semideusa sabe como usar as mais variadas coisas - como grampos para abrir portas ou chicletes para colar coisas - para conseguir o que precisa.
۞ Pericia em Extração (Nível 2). A semideusa sabe como extrair e aproveitar peças de autômatos e outras maquinas para produção de munição, armas, armadilhas e outras coisas. Em suas mãos, esses materiais são considerados os mais adequados possíveis para realizar o que quer que ela esteja fazendo.
۞ Pericia em Arquearia (Nível 2). A filha de Hefesto é especialmente habilidosa no manuseio de arco e flecha, sendo sua arma principal em combate. A partir do nível sete, consegue disparar duas flechas e a partir do nível quinze é possível disparar três flechas por ataque. Quando usando para atacar, a semideusa recebe +15% de acerto e +5% de dano no nível inicial. A cada sete níveis, aumenta acerto e dano em +5%.
۞ Pericia em Lanças (Nível 4). Apesar da arma parecer simplória, nas mãos de Kiriel é uma arma especialmente letal. A garota consegue fazer ataques fortes ou rápidos com a mesma, sendo capaz, inclusive, de destruir armaduras de maquinas com seus ataques fortes com tal arma. Quando usando para atacar, a semideusa recebe +15% de acerto e +5% de dano no nível inicial. A cada sete níveis, aumenta acerto e dano em +5%.
۞ Equilíbrio Perfeito (Nível 4). Kiriel é capaz de atacar com o arco em cima de cordas e outras superfícies estreitas desde que esteja com as mãos livres para tal coisa. Ela não sofre penalidades para atirar nessas condições, permanecendo com sua capacidade de acerto e dano inalteradas. Além disso, é mais fácil andar em superfícies estreitas ou escorregadias e reduz chances de cair quando está escalando, fazendo que as chances de queda desçam em 25% e a cada cinco níveis aumenta em 2%.
۞ Queda silenciosa (Nível 4). Uma queda ou salto é completamente silencioso e não alerta inimigos próximos de sua presença, a menos que eles estejam olhando e vejam a semideusa caindo ou saltando antes. Se cair em grama alta, a semideusa também entra em estado furtivo quase automaticamente.
۞ Pericia em Ataques Furtivos (Nível 6). Kiriel, quando escondida, é capaz de realizar um ataque furtivo contra um inimigo. As chances de critico são as mesmas que os ataques normais, porém esse ataque permite danos maiores contra um inimigo. Apenas alvos que possam sofrer ataques críticos são afetados por essa habilidade e pode funcionar mais de uma vez por combate desde que a semideusa seja capaz de se esconder novamente. Não há consumo de energia para utilizar esta técnica e o dano adicional segue abaixo.
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Re: [DIY] ☆ Princess of Night

Mensagem por Freya Stormborn em Sex Abr 27, 2018 9:10 pm


Haviam se passado sete anos desde que a primeira flecha havia sido disparada de um arco meu. Estava sentada na cama, relutante em me levantar, com arco que havia forjado há duas semanas, este mais adequado ao meu tamanho e força física maior do que quando fiz aquele primeiro. A logica dele era a mesma: feito de madeira e recoberto com uma fina camada metálica para fortifica-lo, com o fio de metal e extraído de uma maquina. Também havia adicionado no arco dois fios extras, ligando a ponta ao centro do lado oposto ao fio principal, com algumas pequenas missangas para enfeite e duas penas de aves de cada lago e de cor vermelha nas extremidades, com a mesma finalidade que as missangas.

Hefesto havia me pedido para encontra-lo hoje na elevação próxima a nossa cabana para falar sobre algo. Estava preocupada com o que podia ser, pois estava mais taciturno ultimamente que o normal e não consigo ver isso como algo bom. Talvez hoje eu descobrisse o motivo e, por isso, me ergui da cama, apesar tirar novamente a armadura de couro e voltar a dormir. Dirigi-me a elevação em que ele dissera que me esperaria sem pressa, desejando que não fosse algo ruim. O deus me aguardava, com o olhar perdido a frente.

Kiriel... Colete um pouco de flama e me encontre no portão sul... Tenho uma tarefa para você. — Soltei um grunhido baixo, revirando os olhos. O deus olhou para mim por cima do ombro enquanto eu descia pela corda presa entre um poste ao lado dele e outro lá em baixo. Já havia aprendido que não adiantava fazer muitas perguntas para ele quando estava com aquele tom autoritário e dando ordens antes de, ao menos, cumprimentar-me adequadamente.

Nos campos, as maquinas andavam em grupos dispersos e afastados - dificilmente era possível ver dois grupos de maquinas a menos de cento e cinquenta metros um do outro. Os vigias andavam com distâncias iguais ou maiores do que isso, mas sempre em trios e, entre os membros de tais grupos de reconhecimento, aproximadamente trinta metros. Os animais silvestres, como coelhos, raposas e javalis corriam pela grama e entre as arvores. Os peixes mais variados nadavam nas águas frescas dos rios e lagos. Os cheiros da natureza - terra molhada, grama, flores silvestres, etc - fazia-se sentir e respirei fundo antes de começar a procurar os galopes para coletar flama.

Acho que irei passar no Rost e comprar uma armadilheira também... Posso precisar. — Falei com o nada, ciente de que quando Hefesto pedia lago especifico assim era porque haveria um teste e era melhor estar bem preparada pare ele. Ou provavelmente eu iria morrer.

Comecei a andar pelos campos, com a grama roçando em meus tornozelos e ativei o foco. Eu estava incrivelmente satisfeita com a ideia do dia anterior de costurar uma aljava e uma mochila maiores com couro de animais, assim como fizera uma bolsa para munição de armadilheira - apesar de ainda não ter uma. Eu só esperava que não houvesse nenhum problema no meio do caminho hoje...


Era incrivelmente chato ficar procurando e matando Galopes, com cuidado para não destruir sem querer a flama com os disparos. Reuni a flama e pequenos componentes internos dos Galopes que serviam para subdividir o liquido inflamável em porções menores, guardando na mochila. Enquanto explorava, havia coletado algumas lentes de maquina que lembrava que Rost queria - especialmente de Galhadores que estavam começando a se insinuar próximos a vila. Ele tendia a ser mais propenso a realizar trocas quando “misteriosamente” alguém levava as coisas que ele desejava para sabe-se lá o que.

Na periferia da vila onde a loja do homem ficava, distante das vistas dos outros moradores, eu olhei para ver se alguém comprava ou vendia algo ou estava, no mínimo, próximo a ele. Como não vi ninguém, me aproximei do comerciante discretamente para não chamar atenção desnecessária para nós. Como eu era uma exilada, Rost não podia falar comigo e se arriscava a cada vez que fazia qualquer transação comigo.

Rost? — Sussurrei próxima a ele, fazendo-o se sobressaltar e me olhar assustado.

Kiriel! Fale mais baixo, podem nos ouvir! — Dei uma boa olhada ao redor, me certificando que ninguém além de nós dois estava presente em um raio de cem metros e arqueei uma sobrancelha em uma pergunta silenciosa (“quem nos ouvirá se não tem ninguém perto?”).

Cuidado ai, não vá quebrar o pescoço. Você tinha uma armadilheira para negociar a alguns dias atrás... Era uma lente de galhador, não era? — Meu tom era amigável, apesar da brincadeira com a preocupação dele com a possibilidade de ser visto fazendo negócio comigo. Eu sabia que tinha sorte dele aceitar comercializar comigo - a grande maioria ignoraria até mesmo meu dinheiro só por eu ser uma exilada.

Sou eu quem decido o preço, mas sim, ainda tenho a armadilheira aqui. — O homem concordou com a cabeça, olhando para uma das estandes onde colocava os itens a venda. Pegando a armadilheira, ele trouxe para perto de mim, porém não me entregou. Retirei da mochila a lente e estendi para ele. Diante do pagamento, ele me entregou a arma e deu um sorriso.

Sempre é bom fazer negócio com você.

Porque eu pagava, diferente de muitos membros da tribo que usavam de sua reputação para “comprar” coisas e não pagavam. Senti o peso da arma, notando que era mais leve do que havia notado, e prendi-a no cinto antes de pegar mais algumas lentes de maquina na mochila e mostrei para Rost. O interesse dele era evidente. Podia não valer tanto entre nossa tribo, mas recentemente começávamos a negociar com outras tribos e elas valorizavam lentes de maquinas, por terem uma cultura mais ligada à caça delas que a nossa.

Quanto você paga nelas? — Ele estendeu a mão para pegar as poucas peças que mostrei, mas afastei-as dele e balancei a cabeça levemente. Eu não iria arriscar que ele pegasse as peças ou oferecer menos do que realmente valiam estavam em perfeito estado e queria o pagamento justo por elas. Havia dado trabalho recolher tantas peças em perfeito estado e menos do que cinquenta cacos não seriam uma oferta digna de ser minimamente ouvida.

Ofereço dez cacos por cada uma se estiverem realmente em bom estado. — Quando ele falou, senti meu sangue ferver um pouco. Era uma péssima proposta. Neguei com a cabeça, enfática, enquanto proferia a resposta com um tom ofendido.

Dez cacos não pagas nem as flechas e você sabe disso. Pode melhorar essa proposta ai. — Ele não parecia muito contente com a recusa, mas não totalmente surpreso. No fundo, era provável que já estivesse esperando por isso.

Trinta. Você sabe que não vai encontrar oferta melhor aqui. — Minha recusa em ceder era evidente e o comerciante sabia que tinha que melhorar aquela proposta maldita antes de que eu concordasse em dar as peças para ele. Bufando, ele “mudou de ideia” nem um pouco satisfeito. — Tudo bem, te compro por cinquenta cacos cada peça. Deixe-me ver o estado delas.

Eu mostrei peça por peça que tivesse comigo para aquele fim, deixando-o tocar e ver o estado que se encontravam. Era difícil que alguém conseguisse peças em tão bom estado e a animação dele em poder vendê-las depois por preços maiores do que o qual estava comprando de mim. Quando ele terminou de avaliar e contar o total de oito lentes de Galope e nove de Vigia, Rost começou a separar.

Isso dá um total de... — Ele estava fingindo contar para ver o que eu ia falar como resposta, algo comum entre nós.

Oitocentos e cinquenta cacos.

Por fim, ele separou os cacos e me estendeu em uma pequena algibeira de couro curtido. Mas não era apenas aquilo, sentia que precisaria de mais algumas coisas. Por via das duvidas, comprei mais alguns cabos, algumas faisqueiras e mais um pouquinho de flama, mas nada que fosse o suficiente para me deixar sem cacos para outras coisas. Com uma última olhada ao redor, me afastei dele da forma mais discreta possível. Ainda precisava evitar chamar a atenção caso quisesse ter uma vida mais ou menos tranquila.


Hefesto havia montado um pequeno acampamento após o Portão Sul. Sentado próximo a fogueira que havia feito, a divindade via um cozido de coelho borbulhando enquanto me aguardava e deu um meio sorriso quando me aproximei. Sentando-me de frente para ele, deixei o arco repousar em meu colo e a armadilheira ao meu lado, no tronco que usava como banco.

Lembrei que Rost tinha uma armadilheira para vender... Queria há algum tempo, mas aparecia outra coisa e me esquecia. — Falei numa tentativa de puxar assunto com o homem, que parecia aprovar a ideia de ter pego alguma coisa a mais além do que ele havia sugerido que fizesse. Talvez aquela inquietação que sentira quando ele mandou coletar flamas estivesse certa e realmente fosse necessário todo o poder de fogo, sem trocadilhos, que tivesse disponível para poder superar.

Essa noite você caçará uma maquina mais difícil de abater... Muitos Guerreiros habilidosos morreram tentando, porém ela ainda está de pé. — O ênfase sutil que ele dera em você caçará havia me deixado um pouco preocupada. Eu estava sim acostumada a caçar maquinas, mas em geral eram maquinas que algumas poucas flechas ou lançadas resolviam o problema e, bem, os guerreiros da tribo até então não haviam morrido para eles como o deus havia feito parecer.

Que tipo de maquina faz isso? — Era mais uma pergunta retorica que qualquer outra coisa, mas mesmo assim percebi que a divindade planejava responder mesmo que de forma enigmática.

O tipo de maquina que você caçara esta noite. Melhor comer e descansar enquanto pode, pois será um combate difícil e você precisará de toda a energia que puder reunir.


O restante da tarde foi calmo. Comi o ensopado de coelhos e passei restante da tarde tentando dormir, esperando o anoitecer chegar para caçarmos. Apenas quando a lua nascera, horas após chegar ao pequeno acampamento improvisado, que Hefesto me acordou para me guiar até o lugar onde a maquina estava. No caminho, destroços de maquinas que haviam sido caçadas pelos guerreiros da tribo e marcas de sangue pelo chão, maculando a terra, onde outros tantos haviam tombado. Mais a frente, arvores haviam sido derrubadas, uma pequena cabana completamente arruinada e com as chamas ainda vivas, queimando o que restava da mesma. Que tipo de maquina fazia tanto estrago assim? Agora eu tinha certeza que Hefesto queria me matar e, como se não bastasse, meu pai de criação havia me deixado sozinha para seguir o caminho até a minha provável morte certa - desejando apenas boa sorte e dizendo que voltaria pouco antes do amanhecer para ver como eu estava. Enquanto andava abaixada e me escondendo na grama, próxima a outra cabana parcialmente destruída, que vi meu oponente.

A maquina parecia um gato grande, com o peitoral forte e pernas curtas e enganadoramente poderosas. Dois “dentes” serrilhados projetavam-se para frente e, mesmo de longe e sem o Foco, eu conseguia ver os sensores em sua cabeça. Dois de cada lado, permitindo uma melhor detecção. Com o dedo médio e o indicador encontraram o foco, no mesmo local de sempre e fiz a leitura rápida da criatura. O equipamento metálico identificou-o como Dente Serrado. Sua única fraqueza identificada era a fogo, o que justificava a divindade mandar que eu coletasse flama, mas se fosse tão simples como queimar ele a maquina não estaria mais de pé. Marquei a rota que o... autômato... seguia e comecei a procurar pontos de vantagem ao redor que pudessem me favorecer. Onde eu estava era alto, mas a maquina era capaz de subir ali e, portanto, não era bem um ponto de vantagem contra a maquina - fora que o ângulo de disparo ali não era exatamente o melhor possível para lhe atingir os pontos fracos.

Praguejando contra Hefesto, percebi que podia usar a grama alta para me aproximar da criatura e ataca-la com a lança. Se combinasse aquilo com a armadilheira, poderia paralisar meu oponente enquanto atacava com a lança a curta distância. Para atrair para os lugares que eu desejava, usaria o arco de modo a irrita-lo e força-lo a vir em minha direção. Como a criatura não tinha armas de combate à distância, não seria difícil fazer com que viesse para mim, mas seria difícil derrota-lo se ele pulasse as armadilhas. Por garantia, seria melhor espalhar várias pela área, de modo que mesmo se ele escapasse de uma ou duas havia outra e oura para paralisa-lo.

Pegando a armadilheira, desativei a interface interativa do foco, porém a rota realizada pela criatura ainda brilhava em roxo para mim. Havia descoberto que o foco nunca estava totalmente inativo, apesar de eu poder retrair a interface interativa. Os dois primeiros disparos colocaram um fio cuja eletricidade passava visível mesmo a olhos humanos no caminho a minha direita com extensão de doze metros. Repeti isso do outro lado e atrás de mim até que estivesse com doze cabos esticados ao meu redor - ainda que com brechas entre eles que eu pudesse passar - de modo à criatura ter que passar por pelo menos uma delas. Desci cautelosamente da elevação em que me encontrava e fui para a grama alta do outro lado da trilha quando a maquina estava de costas, movendo-me abaixada e devagar como Hefesto me ensinara há tantos anos atrás. Assim, espalhei mais armadilhas por onde a maquina passava e, rolando, fui para a grama alta mais a frente, de modo a colocar mais armadilhas ainda.

Foi um processo demorado, comigo utilizando de pedras e flechas lançadas de um esconderijo para um lugar oposto onde estava para atrair a atenção da maquina para longe e permitir movimentação mais ou menos livre. Quando eu me senti segura o suficiente, com pelo menos umas doze armadilhas espalhadas em lugares estratégicos, pelas redondezas e uma Kiriel sem mais cabos ou faisqueiras para produzir mais. Com o coração a mil, coloquei uma flecha de fogo no arco com a pontinha contrária a ponta triangular presa entre o indicador e dedo médio, puxei e disparei contra o monstro mirando em seu ombro direito. Havia aprendido que a arquearia era uma arte, que exigia muita calma e habilidade para que pudesse ser realmente efetiva. A seta apenas seria lançada quando estivesse pronta e quando atingiu a maquina com as chamas abraçando os ombros dela e chamando a atenção para mim vi o efeito de vários anos de treinamento com a divindade das forjas.

Os olhos da maquina mudaram de azuis para vermelhos e a vi flexionando as pernas da frente antes de embalar em uma corrida furiosa em minha direção. Suas pernas curtas eram mais potentes do que pareciam e cobriam uma distância maior em uma mistura de saltos e corrida propriamente dita do que eu havia me preparado psicologicamente para enfrentar, mas as armadilhas fizeram seu efeito. Ao colidir com a primeira, uma descarga elétrica percorreu o corpo da maquina, com raios azulados dançando em seu corpo e avancei em sua direção. O arco deslizou para meu ombro enquanto eu puxava a lança e, girando meu corpo enquanto erguia e abaixava a lança em um golpe giratório, coloquei meu peso e força naquele ataque. Não era forte o suficiente para arrancar partes da maquina ou arruinar seus sistemas, mas causou dano a lataria. Aproveitei que ela ainda estava paralisada para efetuar uma estocada rápida na criatura mirando em seu curto e forte pescoço.

A maquina liberou-se da paralisia gerada pela eletricidade e me atingiu com a bata, lançando-me para longe e me fazendo cair no chão a uns três metros de si. Gemi alto de dor, com as costas arqueando-se quando colidiu com o chão e fiquei feliz por não ter quebrado a coluna com o impacto. A arma havia voado de minha mão e caiu a três metros da minha mão. Forcei-me a ficar sentada e me arrastei na direção da arma, tentando alcançar o arco enquanto a maquina se preparava para me atacar. Uma parte de mim achou que tudo estava perdido apesar de eu me recusar a desistir assim tão fácil. Lutaria até meu último segundo de vida e levaria aquela maldita maquina comigo.

Apesar de estar próxima da lança, deixei-a no chão e peguei o arco que ainda estava comigo e disparei duas flechas contra a maquina. Estava perto demais para mirar adequadamente, mas atingi-a na face com as flechas flamejantes. Não surtiu tanto efeito no que diz respeito a danifica-la, mas deixou-a irritada comigo - mais do que já estava- e quando peguei uma flecha comum para enfiar entre as placas, o Dente Serrado parou e recuou. Nessa hora uma luz brilhou, laranja sobre minha cabeça em um símbolo que não pude ver. Senti algo dentro de mim se aquecendo e um sussurro partindo de meu interior dizia para eu usar minhas habilidades para ampliar as chamas quando disparasse as flechas. Mas que habilidades? Não sabia bem, mas iria ouvir meus instintos... Mais uma vez.

Fiquei de pé apesar da dor e puxei duas flechas flamejantes, colocando-as no arco e mirando. Quando a maquina parecia se recuperar e querer vir na minha direção, soltei-as e meus instintos e desejos mais ocultos gritavam para as chamas ampliarem-se e dominarem aquela máquina. Sim, o fogo respondeu aos meus apelos e desejos profundos. Não teve o efeito imediato que queria e o monstro não parou em sua investida contra mim, que novamente me jogou alguns metros para trás e, agora, cai inconsciente. Antes de aprofundar-me no mar de sombras, ouvi algo explodindo e esperava ser o reservatório de combustível da maquina.


Não sabia quanto tempo passei desacordada, mas meu corpo todo doía. Surpresa em ainda estar viva, abri os olhos e encontrei a confortável semiescuridão de meu quarto na cabana que dividia com Hefesto. Tentei me sentar, mas senti uma avassaladora onda de dor, me encolhendo e voltando a me deitar. A pouca iluminação provinha de um candelabro de metal dourado com três velas. Próximo do equipamento de iluminação havia um copo de água e algo que achava ser remédio para dor. Estava longe demais para que pegasse e não me sentia confortável para chamar meu pai adotivo para pegar para mim. Quase reagindo ao pensamento, o deus abriu a porta devagar e entrou. Trazia uma tigela rustica com algo fumegante, que esperava ser comida.

Bem vinda de volta, Kiriel. — Tinha um tom mais caloroso em sua voz do que o tom costumeiro e ele se sentou na beira da cama, colocando a comida no criado mudo. Com todo o cuidado, ele me ajudou a me sentar na cama e me deu tigela, que vi conter uma sopa espessa. Provavelmente havia machucado tanto as costelas que coisas mais solidas podiam causar mais dor do que só beber. Mas estava tão faminta que a dor teria que esperar para me torturar.

Com dificuldade, levei a tigela até a boca e comecei a tomar o caldo que havia me sido oferecido. Sim, sentia a dor a cada vez que engolia ou respirava e queria chorar, mas segurei firme já que tinha que me fortalecer. Quando terminei de tomar todo o alimento, coloquei-o desajeitada no criado mudo e olhei desejosa a água e o remédio. Revirando os olhos, o homem pegou e me entregou. Sabia que eu estava fraca, mas não planejava se “render” tão fácil a minha clara necessidade de auxilio. Engoli o remédio e água rápido, torcendo para que começasse logo a fazer efeito.

Derrotou o Dente Serrado... É mais determinada e hábil que os outros. — Falou, olhando-me no fundo dos olhos quase como visse minha alma e ergueu meu queixo para me forçar a olhar bem fundo em seus olhos.

Do que está falando? — Perguntei, franzindo o cenho e me recostando na cabeceira da cama. Começava a sentir calor ali no quarto e gostaria que estivesse correndo mais vento no lugar.

Deuses, Kiriel, as vezes tem filhos com humanos. Esses filhos são chamados de semideuses ou meio deuses. Você é um desses casos raros da união do divino com o mortal. Antigamente já era muito raro, agora é quase impossível um deus ter uma criança com um humano. Quando você foi concebida, não esperava que sobrevivesse tanto e se aproximasse tanto dos heróis que um dia conheci.

Pisquei, olhando-o sem de fato enxergar qualquer coisa a minha frente enquanto tentava assimilar o que o homem havia me dito. Semideuses? Eu era filha de um deus com uma humana? Havia sido por isso que a tribo me exilara? Não, acho que não era bem por isso. Eles não tinham como saber que aquele homem era uma divindade e a tribo cultuava uma montanha, quando nós sabíamos que os deuses eram feitos de carne e osso. Meu exilio não tinha relação com ser filha de um deus, porém acreditava que fosse sim fruto da ignorância daquele povo.

Eu não entendo... — Comecei, parando ao perceber que entendia, sim, e que gostava daquilo mais do que era saldável admitir: essa era a causa de conseguir sobreviver no mundo selvagem quando a tribo temia a natureza e as maquinas; era o motivo real de conseguir forjar coisas de metalurgia avançada quando a tribo fazia armas tão primitivas.

Se recorda de quando o Dente Serrado interrompeu, de repente, o ataque e lhe deu tempo? Essas maquinas podem estar fora de controle, criança, mas ainda reconhecem o símbolo de seu deus. Sim, Kiriel, eu sou seu pai. Não me olhe com essa cara, nós dois sabíamos desde o começo que tínhamos mais em comum do que apenas o exilio.

Se eu não estivesse sentada na cama, diria que perdi o chão sob meus pés. Eu era filha de Hefesto, o que já me dava o beneficio de saber que tinha um pai. E havia sido criada por ele desde que era um bebe, recebi um nome dele e estava ais próxima da verdade do que achava estar. A boca se abriu involuntariamente, formando um “O” de surpresa e completa incerteza sobre o que falar ou fazer. Eu possuía, agora, um pai de verdade. Um de nós ali havia muito o que explicar e esse alguém definitivamente não era eu.


A véspera da Provação finalmente chegou e, agora, eu estava em frente ao portal sul da principal aldeia da vila. Trajava uma armadura de couro reforçada e trazia comigo meu arco, lança e armadilheira, as únicas armas que precisava para aquele dia. A maior parte cabelo escuro estava preso em um rabo de cavalo alto, com partes menores em tranças no pescoço. Hefesto me mandara ir sozinha, pois queria ver alguma coisa que eu não sabia o que era - não que mudasse muito, afinal ele só poderia ir até o portal e ambos sabíamos como era desconfortável para ele. Respirando fundo, me dirigi as portas abertas e vi os guardas prestes a me impedir de entrar quando uma firme voz feminina soou do interior do lugar.

Deixem-na passar. É direito dela participar da Provação. — Era Mirabelle, uma das matriarcas anciãs do vilarejo. Os guardas olharam em duvida para a mulher, com seus setenta anos ou algo próximo a isso, e atravessei sem medo a entrada.

Obrigada. — Agradeci, sorrindo e a mulher me acompanhou para longe dos guardas antes de continuar falando.

Ainda há preconceitos com exilados, apesar da tradição lhe dar o direito de estar aqui e participar como qualquer outro jovem de quinze anos... — Concordei com a cabeça, observando todas as pessoas que haviam se reunido para aquele evento. Amanhã seria um dia profundamente longo e intranquilo, difícil. Palanques baixos continham matriarcas contando histórias, cantando, atuando e coisas parecidas.


Eu havia conhecido um homem alto e musculoso, com armadura que combinava metalurgia e couro. Carregava consigo um martelo, mas um arco estava preso a sua cintura e a aljava do lado oposto. Seus cabelos cabelos eram queimados de sol e longos, pouco abaixo dos ombros, e seus olhos eram azul cinzentos. Havíamos conversado um pouco e o homem me convidou para sair com ele na eventualidade de ir visitar Gretjour. Eu devo admitir que me senti atraída por aquele homem, desejando que pudesse voltar a ver ele em algum momento no futuro. Alguma coisa nele me atraía e fazia querer ter mais contado e mais vezes.


O dia anterior terminou com uma profusão de acontecimentos: a benção, forasteiros dos Tanium e tantos outros eventos daquele dia. Estávamos esperando uma manada de Galhadores para pegar um prémio contido em seu interior. Derrubar um deles foi fácil e coletar um de seus troféus e parti o mais depressa possível para chegar até a última vigia da prova. A maioria dos outros competidores decidiu ir pela trilha atual, porém a antiga, apesar de definitivamente mais arriscada, era mais rápida. Saltar de um apoio para o outro, andar sobre cordas, descer de rapel de galhos... Arriscado, porém fui realmente a primeira a chegar e colocar o troféu diante da matriarca que tomava conta da prova.

Não vale! A exilada trapaceou. — Reclamou um dos garotos, loiro de olho azul e com uma cicatriz de corte no olho esquerdo.

Uma exilada? Vencer a provação? Nunca! Agora ela é uma valente, como todos vocês, desde que coloquem os troféus no altar. Mas sim, foi Kiriel quem chegou... — A frase nunca foi completada. Duas flechas atingiram, respectivamente, seu coração e testa naquele instante e a mulher caiu no chão. Nesse momento, notamos que estávamos sendo atacados.


O caos se instaurou em meio aos jovens. A maioria ali havia crescido no seio da tribo, aprendendo com os outros membros como caçar e sobreviver, porém nunca precisaram de fato caçar e se virar no mundo selvagem. Isso apenas aumentou o pânico deles e definitivamente isso ajudava mais nossos inimigos do que nós. Com o arco em punho, coloquei duas flechas na corda e puxei, usando uma pedra como cobertura até estar pronta para disparar. Uma flecha atingiu a cabeça e peito de um dos invasores, mas só agora notei que eram muitos oponentes. Dificilmente iriamos sair todos vivos - se é que algum deles fosse sair vivo. Eu tinha total consciência de que quando os reforços chegassem ali a maioria deles já teria tombado, se fosse muito otimista e chegassem depressa.

Voltei ao abrigo da pedra e preparei mais duas flechas para disparar. Estava me ocupando em eliminar primeiro os que estavam por cima, já que estavam armados com arco e tinham vantagem da elevação, porém os que estavam com armas de corpo a corpo - em geral, machadinhas, começaram a se aproximar demais e troquei o arco pela lança e comecei a ataca-los de perto, atando oponente por oponente e depois procurando apoios para as mãos. Agradeci mentalmente por ter colocado uma roupa reforçada, pois estava sendo um dos principais alvos deles, entretendo minhas capacidades de esquiva combinadas com a proteção da roupa estavam me auxiliando a aguentar. Quando minha arma atravessou o que achei ser o último atacante, porém, descobri que o terror só estava começando.

Dessa vez, haviam entre os atacantes dois homens armados com armas pesadas que disparavam pequenos projeteis metálicos em velocidade alarmante contra nós. Os múltiplos disparos atingiam os corpos e pedras com tanta força e velocidade que tombar diante daquele ataque era fácil. Bast, Vana e eu ainda liderávamos o ataque contra os invasores e sobrevivíamos a eles, porém a resistência duraria pouco tempo considerando a novidade em combate. Não era algo que os nora estavam acostumados a lidar e se um simples Dente Serrado matava tantos Valentes, imagine pessoas com armas daquele porte. Era o nosso fim, de certo. Todavia, nenhum de nós parecia disposto a se render sem lutar até o último instante.

Uma troca de olhares rápidos fez com que eu e Bast procurássemos abrigos em pedras diferentes, sacando as lanças e aguardando até os homens com armas pesadas se aproximarem o suficiente para pegarmos eles por trás, atacando-os. Uma sequencia de ataques rápidos que se combinavam a ataques fortes enquanto os poucos sobreviventes - mais um ou dois além de nós dois e Vala - cuidavam de parte dos arqueiros, ou tentavam, para nos dar cobertura. Não foi uma luta que vencemos sem sermos atingidos por ataques dos dois alvos e outros oponentes. Mas antes que eu assimilasse direito os golpes, como aconteceram, quem executou ou qualquer outra informação, vi Vala e Bast correndo para a rota mais rápida para a aldeia. Adiantei-me para acompanha-los, porém um par de flechas longas de haste negra e vermelha cruzou o peito deles, indo parar do outro lado e ceifando-lhes a vida. Quase totalmente por instinto, me joguei no chão e rolei para trás de uma das pedras ainda mais ou menos inteiras, vendo uma das flechas atingindo o solo onde eu estivera.

Perdi uma misera fração de segundos decidindo se corria ou não, optando pela primeira opção. Se tivesse corrido logo ao invés de hesitar, porém, duvido que viesse a ser pega como fui e quase morta por um homem de aparência exótica. Sua mão poderosa agarrou meu pescoço e sem esforço me ergueu. O ar começou a me faltar enquanto tentava lutar e me desvencilhar dele, sem sucesso algum. Alguém cuja face não reconheci tentou me ajudar, porém havia sido facilmente derrotado. Isso, no entanto, significou a minha salvação, apesar de eu não saber como isso ocorreu por ter caído nas profundezas da escuridão.


Na Mansão da Noite, acordei sobressaltada e sozinha. Astaroth havia saído em missão e não tinha seus braços fortes para me consolar e aquecer naquela madrugada. Suando frio, sai da cama e fui tomar um banho quente para relaxar. Esperava que aqueles sonhos bizarros terminassem.

Lust, Magic and Night
Quando penso em você, não posso deixar de sorrir, sabendo que você me completa.
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Freya Stormborn

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Re: [DIY] ☆ Princess of Night

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